quinta-feira, 25 de junho de 2009

Thanks and goodbye, Michael

Dias históricos são assim.

Eles começam comuns como os outros e, de repente, tudo muda. Sem aviso. Tirando de você o controle remoto da sua vida.

Há poucos instantes, foi isso o que aconteceu com Michael Jackson, o Rei do Pop, o homem que cravou seu nome na história da música desde que ainda era um garoto que se apresentava com os irmãos e começava a acumular recordes pela saudosa Motown.

Para muitos, apenas o maluco, o negro que não queria ser negro, o homem da máscara cobrindo parte do rosto, da sombrinha preta protegendo do sol, da luva de cristais, do passo moon walking, das acusações de pedofilia, da fazenda Neverland.

Para quem gostava dele, ele vai ser sempre e "apenas" Michael Jackson.

Fiquei triste com a notícia. Madonna e Michael Jackson marcaram a transição da minha infância para a adolescência e até meados dos anos 90 eu buscava por seus sucessos na rádio. Em 93, chorei por não ter ido ao show dele "lá no Brasil".

Agora, não há mais shows para ir. Só a saudade.

Como Elvis, Michael Jackson vai ter sua vida revirada pelo avesso enquanto discutem o que causou o ataque cardíaco que o matou.

Discutirão remédios. Abordarão a dependência para com eles.

Vão mencionar excentricidades, buscar respostas para a transformação física que marcou sua vida.

Pergunto-me apenas quantas dessas pessoas esquecerão por um momento de fazer caricaturas sobre Michael Jackson assim como fizeram com Elvis e vão parar para pensar no quão triste ele viveu e provavelmente morreu.

E o mais importante: pergunto quantas pessoas darão a ele depois de morto o respeito que, por muitas vezes assim como ocorreu com Elvis, lhe foi negado enquanto vivo.

Descanse em paz, Michael, e obrigada por ter ajudado a compor parte da trilha sonora da minha vida.


Para finalizar, a minha música favorita escrita e gravada por ele:

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domingo, 14 de junho de 2009

Brasil x Paraguai : post 2

Depois de 16 anos, lá estava eu novamente no Arruda para acompanhar um jogo pelas Eliminatórias de uma Copa do Mundo. Desta vez, ao invés do adversário ser a Bolívia e golear-los por 6x0, enfrentamos o Paraguai e ganhamos por 2x1.

O jogo em si não foi lá essas coisas todas. O Brasil pareceu só acordar para a partida quando levou o gol decorridos mais de 25 minutos do primeiro tempo.

Passamos a ser mais objetivos, fizemos o nosso e garantimos a vitória no segundo tempo após perder inúmeras chances de ampliar o placar.

Isto posto deixe-me falar, meus queridos cinco leitores, do que realmente importa. Cada vez que vou a um estádio de futebol eu constato que este esporte é o que é, de fato, pela torcida que tem. É certo que em jogos mais caros e da Seleção o público difere daquele habitual, que tradicionalmente junta os trocados para ver seu time do coração jogar.

Ainda assim, a festa é verdadeira.

Muitas famílias foram completas ao Arruda. Quando não, eram casais ou pais com seus filhos pequenos. Cada um trazendo consigo, pelo menos, alguma peça de roupa na cor da Seleção. Mas também valia chapéu, bandeira, bandana...

Ficamos perto de um grupo de gaúchos em passagem pelo Recife e outro de Natal. O clima foi de paz e a chuva não causou estragos nem tirou o ânimo de ninguém.

Foi tranquilo estacionar, pelo menos para nós que chegamos por volta das 20h - duas horas antes do início do jogo; a entrada dos torcedores foi bem organizada pelo Batalhão de Choque e a saída também.

Oficialmente, 56 mil torcedores estiveram presentes. Muitos deles de uma geração que, oxalá, ajude a espantar os vândalos das arquibancadas.

O futebol agradece.

terça-feira, 9 de junho de 2009

DJ Imhotep

O dia-a-dia de um casal que já se relaciona há muito tempo deveria ser uma monotonia só, certo? Bem, no nosso caso, lá se vão nove anos e as surpresas que ainda causam emoção parecem inesgotáveis.

Não falo daquelas coisas de novela onde um dia parece durar semanas, falo daquelas descobertas que a gente ainda faz sobre a pessoa que está conosco e dorme do nosso lado todas as noites.

A emoção de hoje despertou em mim uma crise de riso. Riso não. Gargalhadas. Daquelas gostosas mesmo, de instigar a curiosidade alheia.

Estávamos voltando do trabalho ouvindo aquelas coisas que só ele parece conhecer num raio de vários quilômetros. E em quase uma década, venhamos e convenhamos, eu não deveria mais me surpreender com os nomes e ritmos "estrombolóicos" que ele ouve, mas putz... tem hora, meus caros cinco leitores, que a gente não aguenta.

Tem que comentar.

E como a liberdade é grande, comentar geralmente significar zonar com a cara dele.

A zoação é facilitada quando a música (eu chamo de outra coisa) é esta do clipe abaixo:



Na hora eu lembrei desta cena do filme A Múmia:



Diz Expedito que quem assassinou o sucesso da Madonna é um tal de Bigod 20, mas para mim eles na verdade são esses zumbis de Imhotep aí de cima.

Agora, eu pergunto: pode eu fã de Elvis considerar esses caras cantores e isso uma música?

Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao!!!

Ainda bem que:

- o gosto (?) musical de my love é apenas uma peça integrante do kit que veio com ele;

- eu sou uma pessoa compreensiva;

- e ele sabe que eu sempre tenho razão.

Do contrário...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Brasil x Paraguai: post 1

A gente critica quando tem que criticar, mas quando é pra elogiar não dá pra deixar de fazermos isso, não é?

Pois bem, meus queridos cinco leitores.

Na quarta-feira, começaram a ser vendidos os ingressos pro jogo Brasil x Paraguai, que acontecerá no Recife. As filas não estavam nada animadoras, mas ontem conseguimos comprar, voilá, pela Internet.

É pelo site www.ingresso.com.br e não havia mais entradas para estudantes na hora. Ruim pro meu irmão e minha cunhada, mas para nós que não temos mais o documento que garante o pagamento de apenas metade do preço o bom mesmo foi saber que não precisaríamos ficar no sol pra comprar o ingresso.

Tá certo que sinto ódio toda vez que me cobram "taxa de serviço" pela compra de um ingresso pela Internet, fico sempre com a impressão de que estão me cobrando por eles terem que imprimir o dito cujo.

Mas achei melhor pagar 10 reais a mais do que ficar no sol. Se fosse de ônibus gastaria isso pra ir e voltar, de carro também gostaria quase isso.

Quando paramos na frente da Federação Pernambucana de Futebol para retirar os ingressos hoje, achei que poderia até me arrepender. Mas estava, felizmente, enganada.

A entrega é feita numa sala do segundo andar, climatizada, com cadeiras e agilidade no atendimento. Quando entrei lá havia 22 pessoas na minha frente. Cinco minutos depois eu já estava descendo a escada de volta pro carro.

Sem atropelos. Sem aperreios.

Quem dera os clubes daqui também adotassem a venda on line e designassem um local agradável e com atendimento de primeira para retirada do mesmo.

Agora é esperar pra ver o jogo.

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